IMPRESSÕES DO ESCURO
Nesses últimos dois anos vivi São Paulo de um jeito que eu não conhecia. Sem filtros. Fui longe para ver de perto o que antes só existia pra mim na televisão.
Metade desse tempo — 12 meses completos — trabalhei durante a madrugada. Coloquei quase tudo o que vi aqui no blog.
Durante essas mais de 350 noites sem dormir, vi sangue demais, mas nunca consegui ignorar o cheiro. Testemunhei o lado mais violento das pessoas e toda vez também me senti agredido. Encontrei uma sociedade desamparada, senti um vazio, muitas vezes não senti o chão.
Também vi muita esperança. E esse é um sentimento irresistível e contagiante.
A cidade é fascinante durante a madrugada e cheia de histórias que valem a pena contar.
Foi incrível! Mas agora chegou a hora de mudar. De horário e de ares. A partir de setembro volto para o jornalismo esportivo, desta vez pelo Sportv.
Vou guardar com carinho a lembrança desses dois anos.
Muito obrigado a todos que passaram por aqui e acompanharam pela televisão.
AGRADECIMENTOS
Gostaria de dizer MUITO OBRIGADO a todos que de alguma forma me ajudaram durante tantas noites insones, tantos jantares, aniversários, feriados e festas perdidos. Agradeço à Márcia, Andre Cesar, Fábio Rodrigues, Cantão, Tiago, Glauco, Chucky e a todos os editores. Muito obrigado ao Gilmário, Almir, Arthur, Fraquetta e todos os outros cinegrafistas e técnicos que trabalharam comigo. Obrigado Denise, Cristina e Mariano pela oportunidade. Ao Montenegro, que me guiou por caminhos mal iluminados, meu obrigado. À Carla, Mariana, Monalisa, Jean, Gio, Vespa, Dalton, Carmen, Eli, Waltinho, Angélica, Lara, Augusto, Stotz, Cláudio, Renata, Juliana, Rafael, Sabina, Daiana, Turci, Galvão, Alexandre, Albertina, Nélio, Bia, Bruna, Lupo, Tiago, Cleber e Beth, obrigado pela amizade. Agradeço à dona Lúcia, que soube respeitar meu sono fora de hora. Obrigado Vera, Orlando e Fabinho pelo incentivo. Ao Lelo, Ricardo e Gustavo por acompanhar tudo de perto. Obrigado mãe, por sempre me impedir de deixar a peteca cair. Ao meu pai, que de alguma forma sempre editou todo esse trabalho com sutileza. À minha irmã Gabriela, pelo incentivo e amizade.
À minha filha Isabel, pelo amor incondicional e por conseguir estar sempre junto de mim. E um muito obrigado especial à minha mulher Juliana, que teve que dormir sozinha tantas noites e enfrentou as madrugadas junto comigo.
Espero não ter cometido a injustiça de esquecer de alguém.
(A música do vídeo acima é Linus and Lucy Song, de Vince Guaraldi. Um tema que às vezes tocava na minha cabeça durante as madrugadas mais interessantes.)